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The name is Mia

Desmistificar o sexo, os sex toys e questões como o assedio. Costumo dizer que tenho um sonho......que uma ou um colega chegue ao trabalho toda descabelada e diga: -Opá avariou.se o vibrador! Em vez de dizer, avariou-se a maquina de lavar!

The name is Mia

15
Fev20

Sex Toys para tudo e mais alguma coisa

Mia

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Descobri mais uma toy store fora do comum. A New York Toy Collective. São toys imprimidos a silicone, e cada um sai diferente do outro, com imperfeições e tudo, mas o que captou a minha atenção foram os pequeninos a imitar o dito murcho. 

Mas porque é que se vai comprar um toy em formato murcho? Pois eu também fiquei sem entender muito bem e na conta do instagram é que se percebe bem para que é que serve. Os transexuais usam para se aproximarem mais do género que são e não do que aparentam fisicamente. Um homem, mas que é mulher fisicamente, pode então comprar estes pénis, e usa-los com um arnês, para se sentir mais como os homens. Pelo que li, é uma sensação boa ter ali aquele pequeno chumaço e que até pode levar um upgrade.

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Ou seja na brincadeira com a namorada pode introduzir lá dentro um vibrador que faz o murcho ficar erecto. E pimba. Dizem elas que assim nem têm que perder tempo a ir buscar um toy.

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Tem ainda a particularidade de podermos comprar circunsisado ou não. 

A sexualidade é um mundo.

10
Fev20

O amor é...

Mia

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O amor é como uma caixa de chocolates, nunca se sabe o que vamos saborear. 

é mesmo bom que seja assim, porque se a rotina e frases feitas já se instalaram....é mau.

Há um ano escrevi sobre a prenda de S.Valentim. Acerca de atenção e afecto e de como é importante nas nossas vidas.

Este ano vou escrever sobre a cumplicidade, intimidade. Ter um segredo só dos dois faz maravilhas pela nossa disposição, sabiam?

O que é que vai acontecer no dia 14 e dia 15 deste mês? Só fotos lamechas a dizer ...não sei quantos anos contigo...ou...és o meu amor...ou...para a mulher que mais amo... enfim, teatro.

Este ano façam algo tão intimo, tão constrangedor e tão vosso, que não pode de maneira nenhuma ir parar ás redes sociais.

Atrevem-se?

 

14
Jan20

Bem vindo 2020, que sejas tão bom quanto o 2019 foi de mau.

Mia

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I'm back. Quer dizer mais ou menos mas adiante. 

Tenho lido muitas coisas ultimamente. Cheguei a algumas conclusões. 

Que as festas de Natal, não são para as familias, mas sim uma desculpa para esfarrapanço consentido entre colegas de trabalho.

Que o instagram está cheio de contas que metem nojo de tão perfeitas. A começar pela mini barriga da Carolina, passando pelas contas com pouco mais, que fotos do Pinterest e a acabar nas férias nas Maldivas da Pipoca.

Que se a vela cheira a vagina, tenham lá paciência, é porque a dita não estava lá muito bem lavada.

Que a moda dos dildos a imitar um tentáculo não ia pegar. Enganei-me, continuam a vender e bem. Imaginem a avozinha apanhar o teu dildo tentáculo e resolver fazer arroz de polvo? 

Agora lembrei-me de uma amiga minha, que este ano teve um bébé. Resolveu comprar um daqueles vibradores da lelo circulares. No meio da confusão que é o inicio de um bébé em casa, havia por ali muitas pessoas. Um dia a mãe dela diz: - M. pus a tua caixinha de pó no teu cesto de maquiagem.

A minha amiga, coitada, ficou de todas as cores. O marido batizou o brinquedo. Ficou a caixinha de pó.

E é isto.

 

08
Nov19

Desafio de escrita dos pássaros #9

Acordaste nu, sem te recordar de nada, numa ilha deserta

Mia

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O sol já queima, espreguicei-me.
Estou de férias? O calor do sol, o cheiro a mar, o sabor a areia na boca. Não me lembro de ser altura de estar na praia!
O cérebro já a dar o alarme, de que alguma coisa não estava bem.
Abro um olho, depois o outro. Fico encadeada com a luz que emana da areia branca. Areia a perder de vista.
Sento-me, sinto o corpo todo arranhado da areia áspera, tenho sede.
Começo a andar e apercebo-me de que não tenho roupa. Fico a pensar que ou morri, ou estou a sonhar! O que é que terei bebido ontem?
Continuo a andar e apercebo-me que estou sozinha numa ilha, uma ilha sem ninguém, deserta.
Depois de uns segundos de pânico lembro-me.
O Eduardo foi ao mar alto pescar, começo a dirigir-me para a cozinha, beber água e relembrar que estava casada com um vampiro.

 

08
Nov19

Já conhecem o Jan Kowalewicz ?

Mia

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Já anda tudo em modo Natal. Aqui em casa mais ou menos. Andava aqui a ver se encontrava uma imagem para o quarto.

Gosto muito deste artista, Lançou um livro de imagens eróticas. Um livro, um baralho de cartas, um calendário. 

São imagens dele que ilustram o blog inconfess@vel.

Sabem que também faz desenhos a pedido? Basicamente envias o pedido e as imagens e ele faz a sua mágica. Vejam lá aqui os preços

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03
Nov19

PDI

Mia

Pois foi pessoal, foi o PDI, a puta da idade.

Uma coisa que há uns anos era de resolução fácil, agora assume novos contornos, novos sintomas e que me prostrou numa cama a pedir a todos os santinhos, por alguma coisa me aliviasse as dores, nem que fosse a morte.

Não sabemos a sorte que temos, nem damos valor a nada. Sabem a liberdade que é poder ir á casa de banho sozinha? Pois, eu agora já sei. Nunca mais vou reclamar de merdas que não interessam nada. Fodass a liberdade de levantar de manhã, trabalhar ou não, ir fazer cenas que detesto ou não, nunca mais vou reclamar, porque só quem perdeu a habilidade se levantar de manhã, é que dá valor. 

Puta da idade e puta da doença que me tirou o riso, a habilidade de pensar, a vontade, até a tesão! 

 

Um beijinho grande a quem se preocupou e mandou mensagens, fiquei muito sensibilizada.

E não um beijo, nem um abraço, um nem sei, escapa-me a palavra para o meu mais que tudo que não se foi abaixo, apesar de ter estampada na face a frustração de quem já não sabe o que fazer.

 

 

 

 

23
Out19

Desafio de escrita dos pássaros #6

O amor, uma cabana...e um frigorífico.

Mia

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Estamos no ano de 2078. Eu e um pequeno grupo decidimos ir mais para norte. Ouvimos que um grande grupo encontrara uma solução para as noites serem seguras. 

Quando chegámos deparámos com um acampamento pequeno, algumas fogueiras, estendais com roupa e pouco mais.

Uma velhinha, pessoa rara nestes tempos, deu-nos as boas vindas e perguntou se estávamos de passagem. Expliquei quais as nossas intenções.

Entretanto começa a chover, para não variar. Agora o tempo era de chuva ou encoberto, sempre muito frio. Já não me lembrava da ultima vez que tinha vivido um dia de Sol.

Perto do que seria o final dia, chegaram mais pessoas, traziam lenha, alimentos e artigos recolhidos do chão. Metais, pedaços de plástico.Por volta do ano 2035 o plástico tinha sido abolido e agora era um bem precioso.

Chegou perto de nós um homem, o líder do clan, perguntou se vínhamos para ficar. O líder passou a explicar então como funcionavam as rotinas da vida daquele acampamento. Os legumes eram cultivados num lugar ali perto, os peixes eram apanhados na costa. Dividiam-se em grupos para as diversas tarefas.

Disse que dormiam no frigorífico e que á entrada faziam uma grande fogueira, o que ajudava os guardas a afastar algum animal.

No frigorífico?  Lá explicou que chamavam assim á grande caverna de gelo onde dormiam, a temperatura lá dentro era mais ou menos 5ºC como os frigoríficos de antigamente. 

Por detrás de uma entrada pequena, abria-se uma enorme caverna, dezenas de pequenas tendas espalhavam-se pelo espaço. Á noite recolhemos todos ao frigorífico e ajudaram-nos a construir as nossas tendas. Quem tinha par, ficava numa tenda, famílias noutra, quem estava sozinho tinha que arranjar alguém para ficar porque as tendas davam para o máximo quatro pessoas.

Tinham descoberto que conseguiam manter a temperatura corporal, se dormissem nus debaixo da tenda que retia o calor e impedia que se dispersasse pela caverna.

Eu não tinha par, não podia ficar sozinha numa tenda. O líder convidou para me juntar a ele. As vergonhas, tabus e merdisses há muito que tinham ficado para trás.

Passei a desejar a noite, onde me sentia segura, quase quase a raiar a felicidade. Era o meu lugar, onde entre abraços, sonhos, beijos e peidos, sorria e dormia sem medos.

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