Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

The name is Mia

Desmistificar o sexo, os sex toys e questões como o assedio. Costumo dizer que tenho um sonho......que uma ou um colega chegue ao trabalho toda descabelada e diga: -Opá avariou.se o vibrador! Em vez de dizer, avariou-se a maquina de lavar!

The name is Mia

08
Nov19

Desafio de escrita dos pássaros #9

Acordaste nu, sem te recordar de nada, numa ilha deserta

Mia

palmeiras.jpg

O sol já queima, espreguicei-me.
Estou de férias? O calor do sol, o cheiro a mar, o sabor a areia na boca. Não me lembro de ser altura de estar na praia!
O cérebro já a dar o alarme, de que alguma coisa não estava bem.
Abro um olho, depois o outro. Fico encadeada com a luz que emana da areia branca. Areia a perder de vista.
Sento-me, sinto o corpo todo arranhado da areia áspera, tenho sede.
Começo a andar e apercebo-me de que não tenho roupa. Fico a pensar que ou morri, ou estou a sonhar! O que é que terei bebido ontem?
Continuo a andar e apercebo-me que estou sozinha numa ilha, uma ilha sem ninguém, deserta.
Depois de uns segundos de pânico lembro-me.
O Eduardo foi ao mar alto pescar, começo a dirigir-me para a cozinha, beber água e relembrar que estava casada com um vampiro.

 

08
Nov19

Já conhecem o Jan Kowalewicz ?

Mia

naughtybook_oklejka_317-5x211mm_spady15mm-768x1041

 

Já anda tudo em modo Natal. Aqui em casa mais ou menos. Andava aqui a ver se encontrava uma imagem para o quarto.

Gosto muito deste artista, Lançou um livro de imagens eróticas. Um livro, um baralho de cartas, um calendário. 

São imagens dele que ilustram o blog inconfess@vel.

Sabem que também faz desenhos a pedido? Basicamente envias o pedido e as imagens e ele faz a sua mágica. Vejam lá aqui os preços

20190622_001551-1-238x300.jpg

20190908_135932-230x300.jpg

jan.jpg

 

 

 

03
Nov19

PDI

Mia

Pois foi pessoal, foi o PDI, a puta da idade.

Uma coisa que há uns anos era de resolução fácil, agora assume novos contornos, novos sintomas e que me prostrou numa cama a pedir a todos os santinhos, por alguma coisa me aliviasse as dores, nem que fosse a morte.

Não sabemos a sorte que temos, nem damos valor a nada. Sabem a liberdade que é poder ir á casa de banho sozinha? Pois, eu agora já sei. Nunca mais vou reclamar de merdas que não interessam nada. Fodass a liberdade de levantar de manhã, trabalhar ou não, ir fazer cenas que detesto ou não, nunca mais vou reclamar, porque só quem perdeu a habilidade se levantar de manhã, é que dá valor. 

Puta da idade e puta da doença que me tirou o riso, a habilidade de pensar, a vontade, até a tesão! 

 

Um beijinho grande a quem se preocupou e mandou mensagens, fiquei muito sensibilizada.

E não um beijo, nem um abraço, um nem sei, escapa-me a palavra para o meu mais que tudo que não se foi abaixo, apesar de ter estampada na face a frustração de quem já não sabe o que fazer.

 

 

 

 

23
Out19

Desafio de escrita dos pássaros #6

O amor, uma cabana...e um frigorífico.

Mia

gruta.jpg

 

Estamos no ano de 2078. Eu e um pequeno grupo decidimos ir mais para norte. Ouvimos que um grande grupo encontrara uma solução para as noites serem seguras. 

Quando chegámos deparámos com um acampamento pequeno, algumas fogueiras, estendais com roupa e pouco mais.

Uma velhinha, pessoa rara nestes tempos, deu-nos as boas vindas e perguntou se estávamos de passagem. Expliquei quais as nossas intenções.

Entretanto começa a chover, para não variar. Agora o tempo era de chuva ou encoberto, sempre muito frio. Já não me lembrava da ultima vez que tinha vivido um dia de Sol.

Perto do que seria o final dia, chegaram mais pessoas, traziam lenha, alimentos e artigos recolhidos do chão. Metais, pedaços de plástico.Por volta do ano 2035 o plástico tinha sido abolido e agora era um bem precioso.

Chegou perto de nós um homem, o líder do clan, perguntou se vínhamos para ficar. O líder passou a explicar então como funcionavam as rotinas da vida daquele acampamento. Os legumes eram cultivados num lugar ali perto, os peixes eram apanhados na costa. Dividiam-se em grupos para as diversas tarefas.

Disse que dormiam no frigorífico e que á entrada faziam uma grande fogueira, o que ajudava os guardas a afastar algum animal.

No frigorífico?  Lá explicou que chamavam assim á grande caverna de gelo onde dormiam, a temperatura lá dentro era mais ou menos 5ºC como os frigoríficos de antigamente. 

Por detrás de uma entrada pequena, abria-se uma enorme caverna, dezenas de pequenas tendas espalhavam-se pelo espaço. Á noite recolhemos todos ao frigorífico e ajudaram-nos a construir as nossas tendas. Quem tinha par, ficava numa tenda, famílias noutra, quem estava sozinho tinha que arranjar alguém para ficar porque as tendas davam para o máximo quatro pessoas.

Tinham descoberto que conseguiam manter a temperatura corporal, se dormissem nus debaixo da tenda que retia o calor e impedia que se dispersasse pela caverna.

Eu não tinha par, não podia ficar sozinha numa tenda. O líder convidou para me juntar a ele. As vergonhas, tabus e merdisses há muito que tinham ficado para trás.

Passei a desejar a noite, onde me sentia segura, quase quase a raiar a felicidade. Era o meu lugar, onde entre abraços, sonhos, beijos e peidos, sorria e dormia sem medos.

12
Out19

O pedido, o Anel, o Anel, O pedido

Mia

casar.jpg

 

Já casei há uns bons anos. Mas não houve pedido nem anel, simplesmente, decidimos.

Hoje penso que perdi uma parte do ritual. Afinal não existiu aquela demonstração de vontade da parte dele, nem a minha aceitação louca de felicidade. Sei que é uma questão cultural e que não tem nada a ver com a realidade. Mas....aprendi a não lutar contra as mariquices que os costumes nos impõem. São importantes.

Será que ele ao não fazer o pedido formal, realmente se comprometeu? Será que eu, ao nunca aceitar tal pedido, realmente me senti entregue?

Até onde as convenções sociais interferem nas nossas resoluções. E consequentemente na nossa felicidade futura?

11
Out19

Desafio de escrita dos pássaros #5

Quem se lembrou deste tema….devia e apanhar pulgas nos pés.

Mia

Estás na fila para o purgatório e Hitler está à tua frente. Ninguém o quer aceitar e a fila não anda. Escreve a tua intervenção para convencer um dos lados a aceitá-lo. (ainda vou saber quem é que se lembrou desta!)

lobo.jpg

 

Então...lá estava eu, há horas de pé, a ouvir o homenzinho a discursar de mão no ar. Já me doía tudo. Principalmente os ouvidos. Queria porque queria entrar céu. O gaijo que estava na entrada só arqueava a sobrancelha e mostrava os dentes, ao mesmo tempo que abanava  a cabeça.

Cheguei-me um bocado para o lado, como fazem as emplastro saloias e chamei o gaijo que estava na porta do inferno.

-Psst Psst então não queres este aí para o teu lado? era divertimento para sempre.

-Naa, diz o gaijo do inferno.

-Então porquê? Digo eu a bate as pestanas?

-Este tal de Hitler fez concorrência, criou o inferno na terra. Não o queremos cá!

Pensei, pensei, pensei.

-oh Psst, chamei outra vez. Sussurrei-lhe ao ouvido. Os olhinhos dele brilharam.

O gaijo do inferno chama o do céu. Conversam.

Puff, desaparece o homenzinho irado e só se ouve lá ao longe......nãoooooooooooooooooooooooooooooo.

No outro dia no CM, uma manchete enorme. Varandas tem um novo assessor......agora é que vai ser o inferno na terra!

 

 

 

 

Mais sobre mim

Sigam-me

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D

Mensagens

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.